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 Por Cabo Vitório
Acuado pela avalanche de denúncias decorrentes do Caso Master, o governo de Celina Leão resolveu recorrer à maquiagem de números do Sinesp, do Ministério da Justiça, para tentar cravar a manchete de que Brasília seria “a capital mais segura do país”.
O malabarismo estatístico, contudo, ruiu diante de uma simples análise realizada pelo A Voz dos Praças na base de dados utilizada pela agência oficial de notícias do GDF para sustentar a propaganda institucional.
A primeira grande fraude da narrativa está na afirmação de que o DF lidera o ranking nacional com a menor taxa de crimes letais entre as unidades da Federação no primeiro trimestre de 2026. O painel do Sinesp desmente a propaganda: enquanto o Distrito Federal registra taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes, o estado de São Paulo apresenta índice de 4,87 no mesmo período.
Além de ignorar os dados de São Paulo, o Palácio do Buriti isolou “Brasília” para inseri-la no ranking de capitais. O DF não se divide em municípios, o que fez com que todas as suas regiões administrativas fossem contabilizadas sob uma única estatística unificada de 42 vítimas, identificada no Sinesp como “BRASÍLIA”. Na prática, a mesma taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes foi utilizada simultaneamente pelo GDF para representar tanto a “unidade federativa com menor letalidade criminal” quanto a “capital mais segura do país”.


Sem conseguir controlar o noticiário negativo, o Buriti parece ter optado por inflar manchetes oficiais para tentar reconstruir artificialmente uma imagem de eficiência. O problema é que números não costumam ter militância. E, desta vez, os próprios dados usados pela propaganda oficial acabam desmentindo o governo.


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